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Prefeitura de Cafelândia confirma realização do Carnaval em 2018

Zampieri explica que a festa em 2016 custou aos cofres públicos R$ 200 mil e este ano serão investidos R$ 40 mil, ou seja, cerca de 20% do que foi pago há dois anos

 

A reportagem da Folha de Cafelândia entrou em contato com o prefeito de Cafelândia, Dr. Luis Zampieri, para saber se em 2018 o município terá as festividades do Carnaval. “Todos nós sabemos que o Carnaval em Cafelândia é uma festa muito tradicional que atrai grande público da região. Nossa população cafelandense, bem como grande parte do povo brasileiro, aprecia muito estes dias de folia”, considera.

Diante desta realidade, ele se reuniu com sua equipe para analisar a realização do evento e ficou definido que a prefeitura vai promover o Carnaval neste ano. “Nossa equipe, que é composta por pessoas sérias e competentes, decidiu por realizar o evento e proporcionar este lazer aos munícipes”, frisa o prefeito. “Sabemos que existe uma diversidade de opiniões sobre o Carnaval, mas depois de analisarmos os prós e os contras, entendemos que não podemos deixar morrer esta tradição em Cafelândia”.

Dr. Zampieri explicou que o cenário atual do Brasil é que muitas prefeituras estão enfrentando uma grave crise financeira e em Cafelândia não é diferente. Mas salientou que o Carnaval deste ano será dentro da realidade, ou seja, de acordo com as condições do município.

Ele informou que a realização do Carnaval em 2016 custou aos cofres públicos R$ 200 mil, orçamento este que está fora da atual realidade financeira. “O evento que vamos realizar vai custar 20% deste valor, ou seja, em torno de R$ 40 mil, e os dias de folia vão valorizar os artistas da nossa terra, com apresentações de bandas locais”.

 

13º salário

Questionado sobre o atraso no pagamento do 13º dos funcionários, Dr. Zampieri informou que a folha de pagamento completa da Prefeitura de Cafelândia ultrapassa os R$ 2 milhões. “O que será investido no Carnaval da cidade é um valor pequeno comparado a este montante da folha de pagamento, embora sejam situações bem distintas”, esclarece.

Ele lembrou que em 2017 não houve Carnaval nem rodeio em Cafelândia e a Cafeartes foi terceirizada. Com isso, a prefeitura não teve quase nenhum gasto com lazer. “E mesmo assim chegamos em 2017 sem condições financeiras para realizar o pagamento do 13º. Então o erro não está nisso ou naquilo, e sim no todo”, salienta.

O prefeito enfatizou que a não-realização do Carnaval não resolve o problema de falta de recursos para o pagamento do 13º. “Estou ciente que muitos servidores municipais vão nos criticar, dizendo estão com o pagamento atrasado e mesmo assim realizamos a festa de Carnaval. Alguns opositores, que só enxergam erro em nossa gestão, vão inflamar a população para nos atacar, destacando que estamos virando as costas para o funcionalismo público”, diz. “Além disso, a realização do Carnaval será criticada, dizendo que o evento está uma porcaria e que em outros anos foi muito melhor”, completa.

Apesar da situação crítica, Dr. Zampeiri apontou pontos positivos com a realização do Carnaval: “Apenas uma pequena parte da população é funcionário público e a outra grande maioria merece ter estes dias de lazer para poder curtir; o Carnaval atrai grande número de pessoas de outras cidades, que injetam dinheiro em nosso comércio; se trata de uma festa popular e a população em geral espera esta época do ano para poder receber familiares e amigos para curtir o feriado e a realização do Carnaval vai proporcionar um momento de descontração e alegria entre eles”.

O prefeito convida toda a população de Cafelândia e região para prestigiar as festividades do Carnaval 2018. “Vamos enfrentar os desafios de cabeça erguida e não vamos deixar a peteca cair”, salienta.

 

Redução de gastos

Para conseguir cumprir os compromissos com o funcionalismo público, a administração municipal adotou um corte gastos em diversos setores para equilibrar as contas e para que o servidor não seja prejudicado. “Todos as secretarias e departamentos estão fazendo seus planejamentos para 2018 com cortes de gastos em todos os setores, menos em Saúde e Educação, para que a folha de pagamento seja prioridade”, afirma o prefeito. “O trabalhador tem que ser reconhecido e por isso adotamos essa postura”, garante.

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